Mostrando postagens com marcador viagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador viagem. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Passagens compradas

Há alguns dias eu comprei nossas passagens para o Canadá. Chegaremos em Ottawa no dia 5 de Março. Vamos morar em Gatineau, conforme descrito aqui.

Basicamente, nós tínhamos duas opções de passagens baratas e uma relativamente cara. As baratas eram a Copa Airlines ou comprar milhas pela American Airlines.

A Copa eu descartei de cara, era um vôo um pouco ruim e alguns colegas falaram mal da empresa. As milhas da AA ficavam super baratas, praticamente metade do preço que acabei pagando por outra empresa. Isso me fez ficar muito desconfiado, mas conversei com duas pessoas que já compraram e me asseguraram que dá certo. Porém, encontrei alguns problemas. Primeiro, não parece ser simples/barato mudar a data do vôo e imagino que não seja possível cancelar e ser reembolsado. Segundo e mais importante, todos vôos que pesquisei por milhas faziam três conexões nos EUA, o que é muito cansativo principalmente por estar com criança.

Devido a isso, acabei comprando uma promoção da Air Canada. Cada adulto saiu por $980 dólares americanos, a passagem da criança tem um desconto. É um pouco caro, mas creio que seja a melhor passagem disponível, pois a Air Canada é uma excelente empresa (já voei com a AA e a Air Canada, achei a última melhor) além disso o vôo vai direto até Toronto, lá faremos o landing e depois embarcaremos para Ottawa.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Custo da viagem Brasil/Canadá

Faz algumas semanas que venho pesquisando o preço das passagens para ir de São Paulo à Ottawa. Vou mostrar minhas pesquisas aqui, pois creio essa informação pode ser útil para quem nunca comprou passagens para viajar p/ o exterior.

A primeira informação importante para passar é que o valor de uma passagem aérea pode variar muito, mas muito mesmo. Essa variação ocorre devido a vários fatores, tais como o dia da semana que você vai viajar, a hora da viagem, a antecedência que você pode comprar as passagens, quantas conexões está disposto a fazer, quanto tempo está disposto a esperar entre conexões e vários outros detalhes. Por esse motivo, não tome o que vou escrever aqui como definitivo, pois a sua pesquisa pode trazer resultados diferentes!

Bom, voltando ao tema do post, existem basicamente três "tipos" de passagens para ir do Brasil ao Canadá (lembrando que pesquisei para ir de São Paulo à Ottawa): 

  • Vôo direto
  • Uma (ou mais) conexões nos Estados Unidos (EUA)
  • Uma (ou mais) conexões em países da América Latina ou América Central, como Colômbia e Panamá

No geral o vôo direto é o mais rápido e mais caro. Os outros dois tipos podem ter preços parecidos, mas nas minhas pesquisas fazer uma conexão nos EUA está saindo mais em conta.

Por exemplo, a pesquisa abaixo foi feita pelo skyscanner na semana passada. É para viajar terça-feira dia 5 de Fevereiro de 2013, o preço é por adulto:

  • Vôo direto de São Paulo até Toronto (depois conexão p/ Ottawa) R$ 3.205,00
  • Uma conexão nos EUA: R$ 2.216,00
  • Duas conexões nos EUA: R$ 1.642,00
  • Conexão no Panamá e em Toronto: R$ 1.775,00

Outros sites que utilizo para buscas é o Kayak e às vezes o Decolar.com. Mas esse padrão de preços que mostrei acima costuma aparecer em todas as pesquisas.

Na pesquisa acima, os dois primeiros vôos são praticamente iguais no que se refere ao tempo total de vôo e o número de conexões. A grande diferença é que passar pelos EUA economiza R$ 1.000,00 por pessoa, mas você precisa de um visto americano para isso.

Os dois últimos vôos também são um pouco parecidos, mas o tempo de espera nos EUA é maior que no Panamá e Toronto.

A grande questão de passar pelos EUA é ter o visto americano. Porém, conseguir o visto hoje é muito fácil. Além disso, o visto vale por 10 anos e como Gatineau é relativamente perto dos EUA (em torno de 8 horas até New York ou Boston de carro) eu acho que vale muito a pena ter visto e muito provavelmente vamos passar pelos EUA se os preços estiverem assim quando eu for comprar as passagens.

Com relação ao visto americano, eu já tenho. Esposa e filho passaram recentemente na entrevista, mas isso é assunto para outro post...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Viagem ao Canadá: cidade de Québec

Este é o segundo post da série de dois posts sobre minha viagem ao Canadá. O primeiro foi sobre Vancouver, neste vou falar sobre a cidade de Québec.

Tive que pegar dois vôos. O primeiro foi de Vancouver à Montréal e durou cinco horas. O segundo foi de Montréal até a cidade de Québec, e durou em torno de uma hora. Saí de Vancouver às 23:00hs, cheguei em Québec às 10:00hs. Além da espera na troca de aviões tem uma diferença de 3 horas entre as duas cidades.

Aliás, permita-me abrir um pequeno parêntese. Em Québec, eles não falam "ville de Québec" (cidade de Québec), eles dizem apenas "Québec". Isso não causa confusão com o província, pois eles se referem à província no masculino e à cidade no femino, então "du Québec" ou "au Québec" se refere a província e "à Québec" ou apenas "Québec" se refere à cidade. Em Português é um pouco complicado porque as preposições são um pouco diferentes, mas quando eu dizer "de Québec" vou estar me referindo a cidade e "do Québec" à província. O problema é "em Québec", que é válido para a cidade e para a província, mas quando usado neste post normalmente se refere à cidade.

Voltando ao relato, cheguei em Québec às 10:00hs. No dia anterior, eu havia pesquisado como ir do aeroporto de Québec até o centro da cidade de ônibus. Não parecia difícil, mas tinha um detalhe estranho: a página na internet dizia que o ônibus que sai do aeroporto começa a funcionar às 16:00hs. Achei a informação muita estranha, e considerei que estivesse errada.

Ledo engano: o ônibus realmente começa a funcionar às 16:00hs. Fiquei confuso, mas não teve jeito, a única opção era pegar um taxi. Felizmente ou não, o preço do taxi até o centro é fixo (C$ 32 e uns quebrados).

Antes de pegar o taxi, no entanto, eu tinha que comer. Estava faminto! Fui no famoso Tim Hortons no próprio aeroporto, e foi lá que tive o primeiro probleminha com o Francês. Disse "Bonjour" para a moça do caixa e fiz meu pedido. Ela registrou, fez uma ou duas perguntas sobre o pão e perguntou "du bar?". Eu disse "pardon?" ela repetiu "du bar?" eu disse "du bar?" ela disse "oui, du bar". Eu disse em Francês: "desculpe, não sou daqui, não sei o que isso significa". Essa minha frase causou um silêncio constragedor de uns cinco segundos, durante os quais ela me olhou como se eu fosse retardado. Aí ela disse "butter?" e eu "aaahhh, du beurre!". "Beurre" é manteiga em Francês (e "butter" em Inglês). O som de "eu" em Francês é difícil, mas estou acostumado com uma pronúncia de "beurre" que soa mais ou menos como um carneiro gritando "bérrr". Ela falava algo como "bar", mas enfim.

Depois do café peguei o taxi. O taxista explicou que o ônibus funciona em apenas dois horários, de manhã (para levar os funcionários do centro ao aeroporto) e às 16:00hs (para fazer o caminho inverso). Ou seja, se você não chegar às 16:00hs tem que pegar o taxi.

Diga-se de passagem que o taxista foi a primeira pessoa em Québec que tive uma longa conversa em Francês. Ele era imigrante, nascido na Costa do Marfim. Às vezes eu não entendia muito bem o que ele dizia, mas eu perguntava e ele explicava de outra forma. Foi tranquilo e ele elogiou muito meu Francês.

Chegando ao centro fui ao encontro de meu amigo, que imigrou há quase três anos e iria me hospedar. Fui até seu escritório. Nos encontramos, conversamos um pouco e ele me explicou como chegar no centro histórico. Deixei minhas coisas com ele e saí para conhecer a região central da cidade.

A primeira impressão que tive foi ótima. A arquitetura e a organização do centro me surpreenderam por serem um pouco diferentes do que eu vi nas cidades que visitei nos EUA e no Canadá. É difícil explicar isso em detalhes e de uma maneira objetiva, mas há uma mistura de prédios antigos em estilo europeu e prédios modernos. Vi poucos prédios altos. Há várias praças e bancos para sentar. Lembrem-se que estamos falando do centro :)


Só tive um problema de imediato: estava absurdamente quente. Creio que fazia mais de 30C. O sol queimava. Eu estava de calça e devia ter dormido no máximo umas cinco horas! Mas vamos lá! Eu tinha apenas quatro dias e tinha que aproveitá-los ao máximo.

Gostei muito do centro histórico. É muito lindo e tem muita coisa para ver e comprar. Para quem gosta de história, tem várias placas explicativas e muitas casas de época preservadas. O centro histórico de Québec faz parte do patrimônio histórico da humanidade.


Gastei dois dias no centro histórico. Onde meu objetivo era conhecê-lo e tentar praticar meu Francês. No geral não tive problemas com a língua, mas de vez em quando eu cometia um erro ou começa a gaguejar. Quando isso acontecia a pessoa com quem eu falava mudava para o Inglês (isso era menos comum fora do centro).

Creio que eles façam isso com a melhor das intenções, mas eu insistia no Francês. Quando eu sabia que a conversa seria longa, eu explicava que estava aprendendo e que gostaria de falar em Francês (o que foi atendido 100% das vezes). Mas houve um ou dois casos de conversas curtas em que a pessoa mudou para o Inglês e eu continuei no Francês. Foi bizarro!


No final de semana (cheguei numa quinta-feira), meu amigo me levou para conhecer outras partes da cidade e fazer compras. O preço de algumas coisas são absurdamente baratas no Canadá. Três exemplos: carros, eletrônicos e brinquedos. Tive que me controlar para não comprar uma caixa de lego enorme do Star Wars que no Brasil custa uns R$ 300,00 e em Québec estava menos de C$ 80,00!

Outra coisa muito importante que fizemos no final de semana foi participar de um churrasco na casa de outro brasileiro. Além do ótimo churrasco, foi uma excelente oportunidade para conversar com outros imigrantes brasileiros. Apesar de alguns terem tido bastante dificuldades no primeiro ano, todos eles estavam estabilizados e (com excessão de um casal) já tinham comprado a casa própria. E quando digo "casa", é casa mesmo: bonita e com bastante espaço para os filhos. Acho que nunca poderei oferecer algo assim para minha família aqui no Brasil.


Aliás, conheci o Alexei. Não lembro se foi no final de semana ou na sexta. Mas foi legal. Ele é um pouco mais baixo do que eu imaginava, e tão bem humorado quanto seus posts!

Essa viagem foi inesquecível para mim. Foi minha primeira oportunidade de usar meu Francês e tive a oportunidade de ouvir muitas histórias e conselhos.

Para terminar o post, aqui vão algumas conclusões sobre Québec. Tenha em mente que visitei a cidade como turista durante quatro dias e meio e, como todo ser humano, posso exagerar ou cometer erros. Mas aí vai:

  • O mais importante de tudo é uma afirmação forte, está preparado? :) Québec e Canadá são coisas diferentes. É difícil explicar isso, mas é outro povo. Cidades como Montréal e Gatineau são excessões por misturar as duas culturas, mas a cidade de Québec (e creio que o interior do Québec) possuem uma cultura diferente. Eu simplesmente esquecia que estava no Canadá. Veja bem, não estou dizendo que um é melhor ou que o outro é pior. Tudo depende de você, sendo que a língua é um fator decisivo. Não tem Inglês? Está focando no Francês? Então a cidade de Québec ou o interior do Québec pode ser uma ótima opção
  • O Francês falado no Québec é um dialeto. O que isso significa? Primeiro, ele é bem diferente do Francês da França. Segundo, é difícil. Eu tenho sorte, pois aprendi meu Francês em uma escola de Francês do Québec e mesmo assim tive dificuldade
  • Não vi muitos imigrantes na cidade de Québec, também há poucos negros
  • A cidade de Québec é bonita e bem organizada. Para os padrões do Canadá é uma cidade grande, mas para mim tem um pouco cara de interior
  • Os brasileiros que conheci estão relativamente bem, mas todos disseram que o primeiro ano foi difícil. Eles são muito unidos e se ajudam bastante

Um agradecimento especial vai ao meu amigo que permanecerá anônimo. Ele cedeu um espaço ótimo na casa dele, me levou para vários lugares e teve paciência de responder a todas minhas perguntas! Nunca vou esquecer isso e espero conseguir retribuir um dia!

domingo, 28 de agosto de 2011

Viagem ao Canadá: Vancouver

Estou de volta da viagem que fiz ao Canadá. Foi uma viagem excelente, conheci muita gente nova e tive a oportunidade de conhecer um pouquinho mais do Canadá.

Vou dividir o relato em duas partes. Neste post vou falar de Vancouver, no próximo falo sobre a cidade de Québec.

A primeira coisa a dizer sobre Vancouver é que ela é longe. Foram em torno de dez horas de São Paulo até Toronto e depois mais cinco horas até Vancouver.

Logo quando você chega no aeroporto começa a ver sinais da forte presença chinesa na cidade. Por exemplo, todas as placas de informação no aeroporto são escritas em Inglês, Francês e Chinês.


De fato, o número de chineses na rua é absurdo. Há quem diga que tem mais chineses do que canadenses, mas não confirmei essa informação. Também há imigrantes de outras origens. Todos os taxis que peguei, por exemplo, pareciam ser dirigidos por indianos.

Uma cidade com muitos imigrantes tem uma vantagem básica: a gastronomia costuma ser boa e variada. Vancouver é um exemplo disso, principalmente no que se refere a comida asiática, a qual é relativamente barata, mesmo convertendo para o Real. O prato abaixo por exemplo, custou apenas C$ 12,90 ou R$ 22,00 (duvido que sairia por menos de uns R$ 40,00 aqui no Brasil).


A cidade segue o padrão da América do Norte: é bonita, bem organizada e parece ter boa infrastrutura. Mas tem um problema que eu considero grave: tem muito mendigos. Não me senti inseguro, mas eles ficam pedindo dinheiro.

O centro cheira a boa comida, é bem movimentado e tem muitos bares e restaurantes. Também há muitos jovens. Um amigo disse à esposa que achou a cidade um tanto alternativa.


Com relação ao tempo, houve previsão de chuva, mas não choveu nenhum dia. A temperatura ficou entre 12 e 17 graus. Pela manhã fazia um vento frio sem sol. Durante a tarde ficava um pouco quente.


Gostei de Vancouver. Infelizmente eu não reservei nenhum dia para fazer turismo. Fiquei hospedado no centro da cidade e as reuniões que tive que participar foram em um prédio próximo. Passava o dia em reuniões e apresentações, e tentava passear um pouco no fim da tarde.

Foi um erro não ter reservado pelo menos um dia para conhecer melhor a cidade. O problema é que eu tinha poucos dias livres e resolvi aproveitá-los em Québec, mas isso é assunto para o próximo post!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Como tudo começou

Há alguns anos estive no Canadá a trabalho.

Durante minha estada, conheci outro brasileiro, vamos chamá-lo de João.

João e eu passamos a almoçar juntos todos os dias. Em um desses almoços, começamos a falar sobre as qualidades do país, até que eu disse:

- Cara, eu moraria aqui tranquilamente...
- Eu também Marc, e olha que coincidência, um ex prefessor meu está morando aqui. Ele disse que é fácil mudar para cá, vou falar com ele hoje à noite sobre isso, amanhã conversamos

Eu sou um sujeito meio desconfiado, aquele "fácil" do João me fez esquecer essa conversa quase que completamente, até que no outro dia João disse:

- Marc, meu professor veio transferido pela univerdade. Mas ele me passou o contato de outro ex aluno que mora aqui também, vamos tomar umas cervejas amanhã à noite, pode vir conosco se quiser

Aceitei o convite. Fomos em pub próximo do centro da cidade, lá encontramos Antonio (amigo de João), e logo de início começamos a falar sobre mudar para o Canadá. Antonio nos contou que teve uma oferta de emprego, mas que havia ouvido falar que também era possível ir para o Canadá por conta própria, no entanto ele não soube dar muitas informações, já que a empresa dele havia cuidado de todos os detalhes.

Pensei comigo "mudar para um país desse não deve ser fácil, melhor deixar essa história para lá". E realmente não dei muito valor a essas conversas.

No entanto, para minha surpresa, em um dos meus últimos dias no Canadá, estava passeando em Ottawa quando ouvi duas pessoas (um rapaz e uma mulher mais velha), conversando em Português, aproximei-me e puxei conversa:

- Vocês são brasileiros?
- Sim, somos de Curitiba!
- Ah, legal! Sou brasileiro também, estão viajando pelo Canadá?
- Não, eu moro aqui, moro em Gatineau (disse o rapaz)
- Gatineau? É alguma cidade? Como assim "mora"?
- Sim, é uma cidade do Québec, a provincía que fala Francês do Canadá. Eles tem um processo para pessoas interessadas em imigrar. Eu fiz o processo e moro em Gatineau
- Nossa! Que bacana! Onde posso achar informações sobre esse processo?
- Bom, procure na Internet. Tem muitos blogs e informações sobre isso

Voltando ao Brasil, uma das primeiras coisas que fiz foi me informar sobre o assunto. De fato, encontrei muitos blogs. Passei algumas semanas pesquisando e conversando com a esposa sobre assunto.

Conversando com as pessoas do trabalho acabei descobrindo que uma ex funcionária da empresa também estava fazendo o processo. Consegui seu telefone. Conversamos por quase duas horas, ela já estava esperando o pedido dos passaportes, fase final do processo.

Depois de tanta pesquisa, ficou claro para nós as diferenças entre o processo de Québec e o processo Federal. Decidimos pelo processo Federal, já que eu não tinha Francês nenhum e meu Inglês era avançado. Porém, eu ainda tinha um ano de faculdade pela frente, então o plano era estudar por uns 6 meses para o IETLS, fazer o exame e aplicar para o processo logo que eu terminasse a faculdade.

Infelizmente, para nossa grande decepção, uns dois meses depois que já estava estudando para o IELTS, o processo Federal teve uma  mudança e eles restringiram a imigração para apenas 38 profissões.

Desenvolvedor de software não era uma delas.

Ficamos arrasados. Pesquisamos outras maneiras de imigrar, mas a única opção parecia ser Québec. Mas eu estava com um pouco de resistência para aprender outra língua. Pesquisamos sobre a Austrália e até que nos interessamos, porém depois concluímos que era um lugar longe, isolado, etc. Então decidimos esquecer essa história de imigrar.

Alguns meses depois, um amigo comentou que teria uma palestra sobre a imigração para o Québec em nossa cidade. Eu e esposa decidirmos ir.

A palestra foi reveladora, ficamos animados novamente, mesmo tendo que aprender Francês. Nos dias que se seguiram, começamos a pesquisar escolas. Pesquisa vai, pesquisa vem. Achamos uma escola que foca exclusivamente na imigração e na cultura do Quebéc!

Posso dizer que essa escola mudou toda visão que eu tinha do Francês, na verdade, acabei me apaixonando pela língua! Outro bonus: se a mudança do Federal não tivesse acontecido, minha esposa imigraria sem saber Inglês nem Francês! Que loucura! Hoje ela já tem o básico de Francês, e sabe bastante sobre a cultura do Québec.

E aqui estamos, um ano depois de ter começado as aulas de Francês, algumas idas e vindas, vamos fazer nossa entrevista em duas semanas!